No inicio foi quase imperceptível. Eu me dizia que era a rotina, a correria do dia a dia, o excesso de trabalho.
Deixei de fazer uma coisa aqui outra ali por mim.Só pensava nas contas, nas tarefas diárias, nos outros. Havia dias em que o trabalho apenas me permitia chegar em casa e me jogar no sofá e assistir aquelas imagens intermináveis e hipnotizantes até acabar meu tempo. Noutros eu tinha tanta coisa para resolver em casa que não sobrava tempo mais para nada. Só cuidava de mim no básico, que era tomar um banho e ir deitar, mesmo que para dormir algumas poucas horas. Com o tempo notei que meu corpo estava mudando e algumas doenças apareciam. Uma coceira aqui, uma dor numa junta, uma dor de cabeça. Tudo ´para mim tinha uma explicação simples como a mudança do tempo, o abaixar rápido demais. Jamais pensei em fazer exercícios diários. Para que isto afinal? Perda de tempo sem sentido. Quando me dei conta estava todo travado. Se levantava, ficava tonto, se sentava quase não conseguia me levantar. Já não sabia nem o que fazer quando tinha tempo vago. Então me lamentava da vida. Achava que havia sido abandonado pelos outros e que a vida era assim mesmo conforme envelhecíamos. Ficávamos secos, quebradiços e inflexíveis como galho caído de arvore.
Vieram dias piores. Foram aqueles em que senti que alem de abandonar meu corpo me dando a berber álcool nas horas vagas e fumando muito até explodir os pulmões, também abandonei meu espirito. Sim, o abandonei como a uma criança jogada na rua. Eu o deixei sem esperança de me ter de volta como cuidador. O abandonei por não ter conversado com ele nos meus silêncios, por não ter perguntado a ele o que queria e o que o fazia feliz. Foi um abandono tão enorme e tanto que nem eu mesmo admitia. Era como o preconceito contra a raça negra. Ninguém admite, mas que existe, existe. E é velado, escondido, mascarado. É mais que abandono, é desprezo e não admissão da existência. Um espirito que veio para falar, cantar, se socializar, ser feliz, mas no entanto, seu dono nem admitia sequer falar com ele. E fiquei com raiva do mundo e de todos porque me vi naquele estado de abandono. Pensei novamente que os outros me haviam abandonado. Deixei de cuidar do corpo, dando-lhe o minimo básico. Deixei de cuidar do espirito, não dando-lhe nem água, nem comida. O choro interno era terrível que causava piedade em quem me via. Perguntavam o porque de tanta tristeza, mágoa e dor. Mas eu nem tinha resposta senão culpar o mundo. Perdi a mim mesmo, perdi minha mãe interna.Perdi meu lugar seguro dentro de mim. Perdi minha casa e me sentia desabrigado, mesmo tento um teto físico sobre minha cabeça. Foi quando comecei a busca por recuperação física. Achava que médicos iriam me curar das doenças que apareciam aos montes e sem parar. Os médicos nada podiam fazer. Não sabiam o que eu tinha ou davam remédios químicos que me deterioravam o fígado ou o estômago ou qualquer outra parte do corpo. Então comecei ler e pesquisar. Onde e como me curar de minhas doenças. Cuidar melhor do corpo, me alimentar melhor. Fazer exercícios físicos, tudo isto ajudava, era o que os manuais diziam. Mas como brecar o fluxo das doenças, de onde elas vinham? Porque ocorriam? Parti então para a leitura de livros e mais livros até encontrar alguns que diziam que as doenças vem de dentro, vem do espirito. Espirito doente, mente doente, corpo doente. Sarar requeria de mim o encontro comigo mesmo e o amadurecimento de meu espírito. Comecei a perceber que o maior vazio era o vazio de mim. A solitude não é a solidão. A solidão é um sentimento, a solitude é um estado. Posso estar só, mas estar muito feliz com a minha própria companhia. Posso estar rodeado de gente e me sentido solitário entre os homens.Quando me dei conta que me havia abandonado e toda vez que eu sentia abandono, passei a meditar, a pensar no bem, a me conectar com o divino que existe em todo o ser humano, passei a crer que nunca mais vou ficar sozinho se não quiser. Estarei sempre comigo e tentarei fazer de mim uma companhia tão agradável que poderei até pensar em ser uma boa companhia a outros. Por estar bem e irradiando alegria serei atrativo para pessoas do bem que me vão cada vez mais querer ver e ter minha companhia.segunda-feira, 21 de outubro de 2013
QUANDO ME ABANDONEI
No inicio foi quase imperceptível. Eu me dizia que era a rotina, a correria do dia a dia, o excesso de trabalho.
Deixei de fazer uma coisa aqui outra ali por mim.Só pensava nas contas, nas tarefas diárias, nos outros. Havia dias em que o trabalho apenas me permitia chegar em casa e me jogar no sofá e assistir aquelas imagens intermináveis e hipnotizantes até acabar meu tempo. Noutros eu tinha tanta coisa para resolver em casa que não sobrava tempo mais para nada. Só cuidava de mim no básico, que era tomar um banho e ir deitar, mesmo que para dormir algumas poucas horas. Com o tempo notei que meu corpo estava mudando e algumas doenças apareciam. Uma coceira aqui, uma dor numa junta, uma dor de cabeça. Tudo ´para mim tinha uma explicação simples como a mudança do tempo, o abaixar rápido demais. Jamais pensei em fazer exercícios diários. Para que isto afinal? Perda de tempo sem sentido. Quando me dei conta estava todo travado. Se levantava, ficava tonto, se sentava quase não conseguia me levantar. Já não sabia nem o que fazer quando tinha tempo vago. Então me lamentava da vida. Achava que havia sido abandonado pelos outros e que a vida era assim mesmo conforme envelhecíamos. Ficávamos secos, quebradiços e inflexíveis como galho caído de arvore.
Vieram dias piores. Foram aqueles em que senti que alem de abandonar meu corpo me dando a berber álcool nas horas vagas e fumando muito até explodir os pulmões, também abandonei meu espirito. Sim, o abandonei como a uma criança jogada na rua. Eu o deixei sem esperança de me ter de volta como cuidador. O abandonei por não ter conversado com ele nos meus silêncios, por não ter perguntado a ele o que queria e o que o fazia feliz. Foi um abandono tão enorme e tanto que nem eu mesmo admitia. Era como o preconceito contra a raça negra. Ninguém admite, mas que existe, existe. E é velado, escondido, mascarado. É mais que abandono, é desprezo e não admissão da existência. Um espirito que veio para falar, cantar, se socializar, ser feliz, mas no entanto, seu dono nem admitia sequer falar com ele. E fiquei com raiva do mundo e de todos porque me vi naquele estado de abandono. Pensei novamente que os outros me haviam abandonado. Deixei de cuidar do corpo, dando-lhe o minimo básico. Deixei de cuidar do espirito, não dando-lhe nem água, nem comida. O choro interno era terrível que causava piedade em quem me via. Perguntavam o porque de tanta tristeza, mágoa e dor. Mas eu nem tinha resposta senão culpar o mundo. Perdi a mim mesmo, perdi minha mãe interna.Perdi meu lugar seguro dentro de mim. Perdi minha casa e me sentia desabrigado, mesmo tento um teto físico sobre minha cabeça. Foi quando comecei a busca por recuperação física. Achava que médicos iriam me curar das doenças que apareciam aos montes e sem parar. Os médicos nada podiam fazer. Não sabiam o que eu tinha ou davam remédios químicos que me deterioravam o fígado ou o estômago ou qualquer outra parte do corpo. Então comecei ler e pesquisar. Onde e como me curar de minhas doenças. Cuidar melhor do corpo, me alimentar melhor. Fazer exercícios físicos, tudo isto ajudava, era o que os manuais diziam. Mas como brecar o fluxo das doenças, de onde elas vinham? Porque ocorriam? Parti então para a leitura de livros e mais livros até encontrar alguns que diziam que as doenças vem de dentro, vem do espirito. Espirito doente, mente doente, corpo doente. Sarar requeria de mim o encontro comigo mesmo e o amadurecimento de meu espírito. Comecei a perceber que o maior vazio era o vazio de mim. A solitude não é a solidão. A solidão é um sentimento, a solitude é um estado. Posso estar só, mas estar muito feliz com a minha própria companhia. Posso estar rodeado de gente e me sentido solitário entre os homens.Quando me dei conta que me havia abandonado e toda vez que eu sentia abandono, passei a meditar, a pensar no bem, a me conectar com o divino que existe em todo o ser humano, passei a crer que nunca mais vou ficar sozinho se não quiser. Estarei sempre comigo e tentarei fazer de mim uma companhia tão agradável que poderei até pensar em ser uma boa companhia a outros. Por estar bem e irradiando alegria serei atrativo para pessoas do bem que me vão cada vez mais querer ver e ter minha companhia.segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O medo o nada e o vazio.Uma viagem rumo ao inferno que existe dendro te nós..
O medo veio por último, olhando desconfiado para o vazio e para o nada. Por quanto tempo lhe seria permitido ficar por ali ele não sabia. Sabia porém que enquanto o vazio e o nada ali estivessem, mesmo em espirito, ali ele permaneceria instalado. Para que existisse era preciso que sua casa fosse assolada pela sensação do desconhecido, da cegueira de tudo. Não era preciso que fosse aquela cegueira escura, onde a escuridão deixa incerto o próximo passo do caminho. Podia ser também o branco, o claro tão claro que nada se podia ver. Muitos acham que o medo só está ali por causa da escuridão ou do trauma passado. Mas pense, por exemplo em no homem da estrada de damasco que teve sua visão ofuscada por uma luz intensa que não o deixava ver nada. Não era o escuro, mas o claro que o amedrontava. Simplesmente porque ambos são representantes de um próximo passo para o desconhecido. Da dependência de outrem. Da falta de aptidão para defender-se de um possível agressor. A sensação do nada também perpetua a existência do medo.O nada é o vazio da alma. Onde não sabemos o que fazer para preencher nossos dias com prazer. Se não vemos nada, será que o chão que sempre esteve a frente ainda está lá? será que o próximo passo leva ao abismo? Será que o sistema vai falhar? Será que as autoridades vão prender o ladrão que nos pode assaltar? Ou que a providencia divina vai me salvar? Ou que vou sair vivo do carro, trem metro ou ônibus? Quando temos a sensação do vazio de leis que nos amparam e enchemos as taças de nossas mentes com programas de tv que dizem que o mundo é cada vez mais perigoso estamos cultivando a semente do medo em nós. Quando Deixamos que os outros escolham, através da propaganda enfiada a pulso em nossas mentes pelos meios de comunicação, aquilo que vamos comprar, fazer ou viver, estamos semeando a semente do medo em nossos corações. Porque não há medo maior do que o de perdermos a nossa autonomia e o de que outros possam estar nos controlando. E quando nos vemos comprando algo desnecessário ou estupidamente supérfluo ou consumista, notamos que não estivemos no controle por alguns instantes e talvez, por um bom tempo não temos estado no controle de nossas ações. Compramos o branco mais branco, porque a marca é ótima, o mais saboroso dos temperos porque é feito com carinho, a pior das alimentações porque vem com um brinquedo junto. Repetimos este tipo de estupidez até nos darmos conta de que não somos nós ali, fazendo a decisão de consumir e de onde gastar nosso dinheiro. São os meios de comunicação que nos influenciam. O medo adora tudo isto. Confusão, cegueira, consumismo, descontrole, sentimento de vazio. E se instala e fica dentro de nós. Sempre dizendo desconfiado que algo ruim está para nos acontecer, temos que tomar cuidado. Dai vem junto outras patologias que se associam as nossas defesas contra os moinhos de vento. Doenças de pele, stress, pânico, gastrites e outras. Tudo porque esquecemos de nos conectar com a centelha divina que há em todos nós. Que é nosso cerne e nosso centro, que está no fato de nos reconhecermos a cada dia como somos e nos amarmos assim mesmo. Esta busca deve ser constante em todos nós. Quem somos, a que viemos e o que estamos fazendo com nosso tempo de vida. Se você ainda não começou esta busca sincera de sí mesmo, está mais do que na hora. Parece difícil, mas se você focar e se direcionar vai ver que é possível saber mais sobre você mesmo. Não desista, não perca o interesse por você mesmo. Pergunte-se: quem sou eu? Será que gostaria de estar fazendo exatamente isto que estou fazendo agora? se não, defina o que gostaria de estar fazendo agora e prossiga para este alvo. Viajar? A trabalho ou Lazer? Trabalhar num lugar legal? Com que e onde é este lugar e como?
conhecer-se a si mesmo tira a sensação do vazio, do abandono de si mesmo. O pior abandono é este, o abandono de nós mesmos. Nossa mãe interna, aquela que nos acolhe quando estamos sucumbindo em tristeza e nos puxa para cima de novo para aquele lugar seguro que temos dentro de nós e para onde sempre poderemos voltar. Sem contar o abandono do nosso corpo, que muitos já fizeram ha muito tempo, deixando de se exercitar, de comer bem e portanto passando a tomar remédios que curam um ponto e detonam outro. Este mal já nos assola ha muitos anos não é? E o corpo sabe que foi abandonado e está a própria sorte. As substancias de proteção contra a tristeza e o estresse que o organismo libera num esporte qualquer já não são um recurso com o qual o corpo pode contar porque estamos cada vez mais adeptos do controle remoto e do automóvel. Agora, quando a alma, que já tem um corpo triste e sem grandes defesas, nota que temos também uma falha no sistema de acolhimento próprio. Que nos odiamos, que dizemos a nós e de nós mesmo palavras como : Estúpido, burro, imbecil etc... e não nos aceitamos porque afinal fazemos um monte de coisas inaceitáveis. Quando esta alma se dá conta disto, o que mais resta senão um grande sentimento de perda de morte, de vazio ensimesmado, de abandono. Muitos projetam este vazio no outro. O outro é culpado pelas minhas incapacidades e frustrações. Muitos querem a morte mesmo. Acham que já deu de viver. Mas isto é apenas o reflexo da doença causada por tanto abandono de nós mesmos, da nossa compaixão própria, da nossa missão, do nosso autoconhecimento.
Espero ter ajudado alguém com este texto que é minha maneira de repassar as coisas que estou aprendendo.
Me sinto grato e agradeço pelo conhecimento que me tem proporcionado esta busca de mim mesmo. Sou grato por toda esta manifestação de vida dentro de mim que me impele a cuidar bem de mim e me amar do jeito que eu sou me livrando da culpa, da mágoa, da raiva e de todos os sentimentos de baixa energia que me faziam mal.Eu escolho hoje e sempre ser feliz e saudável e manifestar em minha vida paz, saúde e prosperidade.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O quanto você acredita ser rico?
Numa das oportunidades que tive de ver gente em minhas viagens astrais, eu estava em uma feira, cheia de barracas de frutas e outras coisas. Perguntei ao atendente de uma das barracas se ele tinha uma caixa de guardar dinheiro para me vender. Ele olhou-me com olhar zombeteiro e pediu para aguardar que ele ia ver. Dai mandou um colega falar comigo. Descrevi o que eu queria, uma pequena caixa de papelão servia. Eu tinha muito dinheiro para guardar e precisava da caixa. O atendente me pareceu confuso e depois chegou a conclusão que estava falando com um maluco. Uma caixa de guardar dinheiro? Qualquer caixa serviria para isto.--- Não temos não, respondeu ele. Mas continue procurando que o senhor acaba achando. Fiquei meio frustrado e terminei o sonho procurando a tal caixa. Quando acordei pensei: uma caixa, um recipiente que envolve...talvez o recado seja que: Deus, ou o universo,nos proporciona a todo o tempo todo o dinheiro que possamos acreditar que é possivel termos. Então talvez eu estivesse procurando meu proprio ser, o recipiente onde eu depositaria toda riqueza que ja existe a minha disposição. Talvez minha caixa craniana seria o recipiente vazio desta crença que eu estava procurando para encher e preencher com todos os tipos de riqueza que já é meu. Afinal, eu me sentia rico, só não tinha onde guardar aquela riqueza toda. Pensando assim me sinto melhor e consigo vibrar nesta frequência.O portal
Sempre que me programo para ter sonhos lúcidos ou tento fazer uma viagem astral, meu ponto de partida, assim que me dou conta que estou em corpo astral, é o meu quarto. Quando atravesso a porta sempre vejo outros cenários diferentes...é como se fosse outro lado do portal por onde sempre passo. Penso que quero ver uma determinada pessoa e até hoje ainda não consegui, em tempo real ver a pessoa que me propus, mas, grandes avanços já são notáveis desde que comecei esta aventura espiritual gratificante.Já vi minha mãe, mas ela não conversou normalmente comigo, só me fez ficar uma semana feliz e em paz com a vida. Já consigo programar quando quero ter sonhos lúcidos. Isto antes ocorria por acaso. Agora, se eu faço a técnica que aprendi de relaxamento e repito uma frase mantra, é quase certeza de sair a noite. Jamais experimentei medo, até perdi medos que tinha. Vôo quando quero, atravesso paredes e outro dia desse pulei de um prédio atraves de uma vidraça assim que percebi que estava sonhando, a visão do vôo foi linda e não senti medo por estar sobre a cidade voando. Tem níveis mais profundos onde podemos ir, ver e falar com pessoas que estão em outro plano, ajudar pessoas com reiki ou qualuqer tipo de canalização de enrgias. Tem pessoas que saem a noite em viagem astral e socorrem vitimas de acidentes fatais lhes confortando e mostrando que a vida continua após a morte e até levando a hospitais espirituais como no filme nosso lar. (não, não sou espirita, mas acredito na eternidade do espirito). Acho que toda esta busca me mostrou minha propria percepção do divino e de Deus. Me fez voar acima das religiões e ver que não preciso de religião para me religar, preciso apenas querer me entender, buscar minhas respostas e destruir minhas barreiras. Hoje vejo claras muitas coisas as quais via escuras. Muito do que era oculto apareceu e me encantou e muito do que parecia conspícuo se mostrou obscuro e propositalmente colocado como uma cilada para pessoas que tem preguiça de buscar suas proprias respostas. Ao comentar com minha companheira sobre o portal ela me abriu a mente sobre isto. Quando eu percebo que estou em viagem, atravesso a porta do quarto e vejo outros cenários é que passei para outra dimensão. Lá tudo é possivel, mas também há uma unica regra. Para permanecer por mais tempo, temos que acreditar que é uma dimensão possivel. Sempre que eu duvido, ou me sinto tão bem que parece que estou inundado do amor divino e dai acho aquilo meio impossivel....pluft...volto a minha casca cinquentenária. As vezes consigo voltar e refazer o caminho, as vezes não.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Não brigue com este deus que vc acreditava e que voce acha que não te atendeu. Ele era apenas uma idéia imposta por outros. Descubra o verdadeiro Deus que está te esperando lá, no encontro com vc mesmo. Naquele lugar seguro dentro de vc para onde vc sempre pode voltar, seu centro. Medite, pare por algum tempo no seu dia a dia para simplesmente ficar quieto e assistir seus pensamentos passando. Mentalize um campo de futebol, sente-se no canto, num banco de praça, branco, e simplesmente, na calma do seu quarto, fique ali, mentalizando-se, sentado nesse banco, assistindo seus pensamentos sem dar trela pra eles.Sem incentivá-los. Deixe-os explodir como bolhas de sabão...puft, puft... Dai vc vai ver uma coisa linda começar dentro de vc.Uma faisca pequena a princípio, mas que crescerá com a pratica da meditação. A curiosidade de saber quem você é. Quando vc chegar neste lugar, ali estará Deus, uma força que está em você e com você sempre, sinta você amor por ela ou não. Então vai ver que a confusão está ai. Deus não está fora, não está lá, não deixa de estar com você nunca, ele está dentro, aqui, e com você para o que der e vier. Mas o melhor disto é que não exige nada em troca, e não exige que vc acredite em absolutamente em nada, nem que o ame sobre todas as coisas. Sem exigências, nem mão pesada, nem maldade, esta força é só amor e simplesmente está e sempre esteve dentro você.
Um homem pode não querer limitar-se a idéia que outro tem de Deus...
Hoje peguei um livrinho velho que encontrei, sei lá como, ha um tempo atras no meu "enorme acervo". O titulo nunca havia me chamado a atenção até ha pouco tempo, quando entrei numas de fazer viagem astral e comecei a descobrir coisas sobre mim mesmo. Vc está curioso para saber o titulo?... "Da mística e dos estados de consciência". do Jorge Waxemberg. Li uma boa parte, quase a metade sem entender muita coisa que dizia e larguei pelo meio achando que o que falava era complicado demais pra mim. Hoje, na falta de encontrar o "Mãos me luz", que estou lendo, peguei o encardidinho e abri numa pagina qualquer e fiquei maravilhado com as coisas que já havia lido e não estava apto a entender antes de hoje. Só queria citar um trecho onde ele fala sobre Deus. Achei "massa" porque explica exatamente o que eu gostaria de dizer a pessoas que me abordam tentando me fazer virar cristão evangélico:
"Deus não significa o mesmo para todos. A noção de Deus se amplia quando se expande o estado de consciência. Um homem pode querer não se limitar dentro da idéias que outro homem tem de Deus.*** Isto não significa que não creia em Deus, mas que sua amplitude interior lhe permite uma compreensão ou intuição mais profunda do divino.Cada estado de consciência determina uma visão particular da vida, do mundo e também de Deus.estas diferenças aparentes só se podem compreender num estado de consciência mais amplo." WAXEMBERG, Jorge. Da mística e dos estados de consciência.- São Paulo: ECE, 1980. (p.21-22 ).
(***É o meu caso...a Biblia e suas historinhas não me são suficientes e creio que só impedem as pessoas de fazerem a verdadeira descoberta de si mesmas e por si mesmas...enquanto elas ficam confiando em deus lá no céu, o verdadeiro Deus realizador de tudo está dentro delas mesmas).
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
DEPOIS DE UM LONGO TEMPO, NOVAS NOTICIAS E VELHOS RESULTADOS.
Bom, depois de um longo e quente inverno, afinal o inverno este ano tá mais pra qualquer outra estação do que pra frio, eu volto pra dar noticias de meus progressos ou regressos.
Foi com muito prazer que ouvi das pessoas que eu encontrei falando sobre viagem astral e saidas do corpo, coisas que eu pensava mas que não tinha ouvido confirmações. Essas pessoas pensam que religião é uma forma atrasada de se relacionar com o divino onde regras são criadas por poucos e tem que ser seguidas a risca senão as criticas aparecem. Outra coisa maravilhosa que passei a ouvir de caras valentes como o Wagner Borges, Saulo Calderon e o Moises Ezagui é que as pessoas devem ter suas proprias experiencias espirituais e não ficar confiando em pastores ou xamãs que muitas vezes não passam de fraudes ou de aproveitadores.Então surge um novo nome na parada, a concienciologia. Estudo da consciencia que nos permite experienciar as coisas espirituais e falar delas por nossa propria experiência. Neste contexto fiquei muito feliz em ser um São Tomé da vida e poder sentir, com a orientação é claro destes caras que não cobram nada para isto, como é ter um sonho lucido e até como é sair do corpo.
O fato é que não tenho experiencia de um tempo muito extendido fora do corpo ainda, são as vezes alguns segundos. Mas são experiências que tem me feito descobrir uma nova espiritualidade e uma forma feliz de viver e encarar o mundo. Creio que as pessoas que ainda não ultrapassaram a fase da religião e não iniciaram sua propria busca espiritual não sabem do que eu estou falando. O caminho que me levou ao divino ou a Deus, se preferem, foi o caminho da liberdade de escolha, sem regras, sem preceitos nem preconceitos. hoje sinto a energia das coisas que me cercam como nunca senti antes. A exemplo disto, sentei-me a beira do mesmo lago que sempre frequentei no Gramado, um bairro aqui perto de casa, e senti toda a energia daquele lugar entrando em meu corpo e me dando forças para vencer os obstaculos da vida. Olhei para a agua enquanto ondas eram criadas ao sabor do vento e me conectei com toda a energia que aquele manancial contém. Olhei para o céu e agradeci ao universo e a força criadora por aquela vibração boa que estava sentindo e fiquei ali por um bom tempo recebendo aquela força toda que eu nunca antes havia notado ali. Sai desta experiencia feliz e voltei para casa cheio de vida, saude e amor por meus semelhantes. E tudo isto foi conseguido ali, na beira do mesmo lago e lá estavamos somente eu e Deus. Quem for crente de alguma religião pode dizer que sente isto todos os dias nos cultos ou missas em que vai. eu digo porém que o que senti é algo que durou por muito tempo vibrando em meu corpo e em minha mente e que consegui transmitir isto a outras pessoas que encontrei através de minhas atitudes com elas. Isto mudou, as atitudes. As viagens astrais me mostraram uma nova forma de reconhecer estados de consciencia e de modificar atitudes em frente a situações que antes me deixariam com raiva ou em depressão. Por um momento eu paro e penso "então esta é aquela situação ocorrendo novamente, e eu quero modificar minha reação frente a ela." e dai, tendo reconhecido isto em fração de segundos, posso dar um novo enfoque e melhorar o resultado. Um exemplo é quando alguem te fecha no transito. Você até fica chateado com sua propria reação de xingar e fechar o cabra, mas raramente se impede de fazer a mesma coisa sempre. Dai, quando você muda o enfoque e pensa que dentro daquele outro carro vai um irmão que infelizmente não chegou ao nivel de consciencia em que o respeito pelo outro faz parte da construção da felicidade, então você continua seu caminho tranquilo e dá graças a Deus por ninguém ter se machucado. Não quer punir ninguém e nem se deixa estressar por uma fechada.
Na verdade entrei no blog pra contar uns sonhos lucidos que me aconteceram e de como senti minha cara astral se desgrudando do meu corpo em um inicio de projeção astral, mas acabei inveredando por este assunto sem querer. Fazia tempo que eu queria dizer estas coisas.
A busca por viagem astral me levou mais longe do que eu jamais fui dentro de mim mesmo. reconhecendo falhas, me perdoando e criando novas reações para criar uma nova realidade, mais feliz e mais condizente com o que eu quero. Quando tenho um sonho lucido acordo feliz, pronto pra enfrentar qualquer problema que possa aparecer.
Vou contar apenas um de meus sonhos lucidos, dos vários que tenho tido depois de aprender algumas técnicas de relaxamento e de conseguir até ouvir meu proprio corpo roncando enquanto eu tento e as vezes até consigo sair dele consciente. Levantei-me da cama e o quarto estava claro. Achei estranho porque ainda era noite. Foi quando tive a idéia de enfiar a mão na porta do guarda-roupa pra ver se ela atravessava e não é que atravessou? Dai reconheci o estado de sonho e fiquei calmo. "Bom, eu estou sonhando.Estou em meu quarto e quero atravessar esta porta sem abri-la e sair pra rua em tempo real. Foi o que fiz. Atravessei a porta e sai do outro lado em uma casa linda, que não é a que eu moro. Tudo em seu lugar, tudo decorado e bem harmonizado. Fiquei pasmo olhando aquelas cores vivas e pensei, obrigado Deus, tudo isto é meu. Na sala havia uma moto preta estacionada. porque ela estava lá não sei, mas era novinha em folha, uma super maquina.O que me deixou encanado é que ela não tinha velocimetro, mas, e dai? Montei nela e pensei, que linda moto Deus deixou aqui para mim. Sai da sala e andei para fora da casa. Ao passar pela porta dei num condominio riquissimo e maravilhoso. "Poxa, que lindo, eu moro aqui?" Sai pelo jardim da casa e dei na rua. Vi um homem e uma menina saindo de casa e parece que se dirigiam a praia. "Olá, eu disse, tudo bem com vocês?" eles nem sequer responderam. Eu continuei a conversa. "Nossa, vocês são engraçados, Deus nos deu tantas coisas, vocês vivem em um lugar maravilhoso como este e estão com esta cara amarrada, que triste." sai andando e dando bom dia para todos que via, sem no entanto obter nenhuma resposta. Dai resolvi voar e ver a tal praia onde aquele povo parecia estar indo. Quando levantei voo, voltei ao corpo fisico, acabou a brincadeira. Mas juro, nunca acordei tão feliz como naquela manhã, e sem nenhum motivo aparente, foi só o sonho mesmo que me fez ver o quanto esta experiencia corpórea da gente é unica, cheia de aventuras, interativa e criativa e boa. Bom, acho que ja escrevi demais. até a proxima viagem. comentem por favor. quero conhecer meus leitore. té
Assinar:
Postagens (Atom)




