terça-feira, 18 de agosto de 2015

Saida para a crise - O que está fora está dentro e o que está dentro está fora.( se ainda não faz sentido para você, torça para entender isto o mais breve o possível)

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Cada vez mais tenho entendido que a saída não está do lado de fora e sim do lado de dentro de mim e de você, de todos nós.Parece obvio e lugar comum, mas você já pensou a fundo nisto? Ontem vi uma palestra super legal de um monge budista. Ele dizia que as coisas que ruins nos ocorrem não são senão um reflexo de nossas confusões mentais e de nossas ações por causa desta confusão. Não foi ele quem disse e nem eu que estou dizendo , Buda disse isto. A mim e talvez a você, não sei, fica
muito difícil a gente definir o que queremos. Se você tentar vai ver que a maioria do que falamos não é realmente o que queremos. Se vc disser Quero dinheiro. não é dinheiro que quer, são as sensações que ele pode lhe trazer.. (se um gênio dissesse, ta bom, toma a grana, mas você aparecesse no meio de um deserto com ela e sem água, o que vc pensaria? Ou se aparecesse com câncer terminal e cheio da grana...) Então fica difícil a gente conseguir achamos que queremos.Você diz que quer, mas sua alma não confirma e não há sincronicidade. O importante nisto não apenas reconhecer o que não queremos, mas sim reconhecer o que realmente queremos que é algo mais profundo, tá mais intrincado e difícil de ver. Tá dentro de nós. Você não quer a grana em si, você quer a paz que você acha que ela vai te trazer, até conseguir a grana e ver que ela te trouxe alguma felicidade por um tempo e depois, aquele impeto de ter o dinheiro foi se desvanecendo, agora que você já tem. O exemplo que o monge deu foi o seguinte: Que tal viver em um pais onde não haja corrupção, onde o governo pense realmente no bem estar da população, não haja desigualdade social e bla bla bla...tudo de bom. Poxa, maravilhoso! Bom, veja o índice de suicídios de alguns países que são assim e fique pasmo. Então não é o que tem do lado de fora. Não é a crise ou a Dilma no poder, nem a conta de luz. A luz tem que vir de dentro, onde está muito escuro para muita gente.(me incluo nisto).
A indefinição do que você quer tem acabado te trazendo tudo o que você não quer e isto o deixa cada vez mais insatisfeito e puto.A meditação, que não é reza, nem oração, nem ficar acéfalo sem pensar....ela tem o poder de te levar ao autoconhecimento. Aprenda a meditar e comece a perguntar a si mesmo : O que eu realmente quero? O dinheiro ou a casa que ele pode me dar? Mas quando eu quero a casa, é a casa ou o conforto e a segurança que ela pode me dar? A partir destas perguntas pense, se te tirarem tudo, mas tudo mesmo, sua casa, carro, emprego etc... o que sobra de você hoje?Será que teria forças para continuar sem bens materiais? Será que ficaria sentado na sarjeta comendo lixo e reclamando da vida? Ou uma chama lá dentro de você acenderia te dizendo: "Eu estou aqui, sou você e você sou eu. Juntos olharemos a situação e tiraremos as melhores lições disto que nos está ocorrendo".
Ali é seu centro. Quando você simplesmente para, chora o que tiver que chorar e depois simplesmente olha pra si e grita. "levanta, continua a andar que o caminho ainda é lindo, como sempre foi". A cada dia, segundo a Monja Coen, acordamos e devemos pensar: Oba!, ainda tem mais um pouquinho pra eu viver. Tem o agora, tem o dia de hoje, tem o vento, as flores, a chuva, em fim, ainda posso desfrutar da vida humana que me foi dada.



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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Abismo do querer

Ele viu aquele surfista que viajava pra onde queria e ainda surfava umas ondas e disse, sim, é assim que eu quero ser. No entanto notou que o que dizia querer não estava ressonando com aquilo que sentia e fazia. Suas crenças internas arraigadas não lhe permitiam sair fora da rotina que a vida que ele escolhera  lhe impunha. A razão para aquilo era que ele não acreditava que era possível viver intensamente e parar de trabalhar para se divertir com o próprio trabalho. Ele não via nisto uma realidade possível, levava tão a sério o que fazia que não podia nem pensar em estar se divertindo com isto. Notou que era como um peão no jogo do xadrez. Os peões são peças que estão na frente de batalha, ralam a cara logo de entrada e são os primeiros a levarem a pancada do inimigo.Ele se esforçava, ralava, trabalhava, mas no fim, só conseguia dinheiro para pagar as contas. Os reis e as rainhas não, ficam lá atras, sendo eles, só fazendo movimentos inteligentes e mínimos. Eles podem muito mais, mas sua inteligencia lhes diz que é melhor conservarem suas energias para uma jogada essencial e bem planejada. Reis e rainhas não saem fazendo o trabalho dos peões, não porque não possam, mas porque é arriscado e carregam sobre si a responsabilidade de manter o jogo funcionando. Depois de pensar nisto, ele descobriu que 90% da responsabilidade do que lhe acontecia em sua vida eram ditados pelo seu subconsciente e o resto vinha do seu raciocínio. As coisas que ele não dizia, mas pensava que no fundo fossem verdades é que regiam sua vida. esta foi uma sacada muito importante. Então o que ele tinha que fazer não era querer ser aquele surfista, era sentir que, no aqui e agora, podia ser quem ele quisesse, desde que aprendesse as regras deste jogo. Olhar pra dentro de si e revisar suas crenças mais profundas era imprescindível. Agir como um rei era uma obrigação. Autoconhecimento era mais do que parte do caminho, era destruir a cada dia a zona de conforto para ter um novo desafio.
Então testou a seguinte frase para ver como soava: "Eu quero ser milionário". Não conseguia sentir a consonância. Preocupava-se com os impostos que teria que pagar, com possíveis ataques, ladrões, sequestros, perdas, miséria...Mal se imaginara tendo tudo e ja havia perdido porque ao que parecia não era isto que queria. Mas era isto que parecia ser bom, ser sua melhor versão. Queria ter tudo e não se preocupar muito com nada ao mesmo tempo. Lembrou-se do skate e de que quisera um dia fazer uma determinada manobra. Seu amigo disse: Sinta que pode, e vai conseguir. Ele pensou, eu acho que posso...mas ainda não conseguia sentir. Tentou a primeira vez, caiu sem no entanto se machucar. Percebeu que sabia se defender do possível tombo. tentou pela segunda e conseguiu na terceira vez. Vibrou. Agora, disse-lhe o amigo. Você sabe que consegue. Repita isto incansavelmente até que se torne natural e que não se sinta envaidecido por ter feito tal manobra. repita muitas vezes para que sempre se lembre que pode fazer isto quando quiser e nas circunstancias que forem necessárias.
Ele lembrou que antes de conseguir fazer a tal manobra, ele se viu fazendo. Então veio outro insight. Imagem é tudo. deveria ver-se claramente tendo tudo o que desejara ter e ali estaria, logo a sua frente.
Desligou seu lap-top exatamente quatro horas depois que iniciou o trabalho da semana. Só trabalharia novamente, se é que é possivel dizer que escrever seus textos era trabalho, uma semana depois. Neste meio tempo curtiria as festas de lançamento de seu novo livro e as viagens que ele mesmo programara pelo mundo aproveitando o roteiro das editoras interessadas em seu mais novo best seller.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O que você faria se só lhe restasse esse dia?

O Osho é bem locão! Em "inteligência" ele propõe que não tenhamos medo de um mundo governado por computadores. Eles trabalhariam para os humanos e fariam grandes cenários de lazer, todo o trabalho doméstico(o que já é realidade em alguns lares) e nos dariam tempo. O que acho que ele não pensou, ou pensou em outro livro é que se você tiver mais tempo vai fazer o que com ele? Ficar no face trabalhando para o computador? Assistir novela ou tv em geral para ser incentivado ao consumo? Dormir? Bom, certamente teriamos mais tempo para nos dedicar ao que realmente viemos fazer aqui. Eu, por exemplo, talvez escrevesse mais, talvez pintasse mais, talvez fosse voluntário em um programa beneficente. Ou não, nunca poderei saber a menos que possa realmente deixar de me preocupar com o básico, embora eu acho que continuaria a viver no meio dos livros e ser bibliotecário é um bom modo de fazer isto, rsss. Bem vasto este assunto, mas acho que vale a pena ler o Osho e verificar sua abordagem. Não tome o que eu disse como base para criticar, veja que tirei isto de um contexto maior. Só queria que vc pensasse: Se grana não fosse o problema, o que você faria realmente? Sei que muitos dirão que exatamente agora estariam indo para a piscina, mas e quando sua pele ficasse enrugada de tanto ficar na água? qual seria o afazer que realmente lhe daria prazer? Se você for capaz de responder isto, largue tudo e faça já o que respondeu que faria. Dificil? Bom, fácil é o caminho que leva sempre ao mesmo lugar. Dificil é quando vem a encruzilhada e o caminho desconhecido, dai a coisa pega mesmo. Mas Osho insiste que se cada um fizesse aquilo que realmente tem prazer em fazer, o mundo seria 10 mil vezes melhor. O problema é que 99,9% de nós tem que fazer algo para ganhar dinheiro e o "resto" fica para quando sobrar tempo. (Sentei e escrevi....correções sempre serão muito bem vindas)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Eu de repente me vi ali, sentado naquele banco. Olho no nada, ouvindo minha propria voz cantando um mantra que ninava minha consciência para que ela dormisse, desaparecesse. Queria saber como era ser o vento. As árvores a frente balançavam ao vento. Os cachorros que eu tinha levado para passear andavam pelo campo de futebol, que agora era o campo onde eu via meus pensamentos feito bolhas. Eu gosto desta comparação. Não é assim que os pensamentos são? como bolhas que vem e de repente pluft, explodem e viram outro pensamento. Ví vários pensamentos indo e vindo, não disse nada. Não os mandei embora. A casa que quero comprar, os impostos que tenho para pagar, os cães que estavam rodando pelo campo. bolhas e mais bolhas... Fiquei ali, quieto, penetrando no todo. Meu olhar olhava mas não via. Escureceu porque o tempo na horizontal não para. Mas eu estava ali, na linha vertical. Olhando por um segundo a eternidade. Vendo tudo e nada ao mesmo tempo. Ouvindo os grilos, sentindo o vento bater no meu veículo terrestre, meu corpo.
O bambúzeiro atras de mim rangia e chorava um choro estranho. Eu comecei a receber uma energia diferente. Já não era tão difícil olhar sem ver. Fui recarregando minhas baterias, sentindo a força do universo inteiro ali, perfurando minha aura. Então fiquei pleno e só conseguia sentir o amor divino me cercando. Foi enchendo meu espirito com o perfume dos lírios que estavam atras de mim, no mato. E foi um momento incrível. Eu era parte do todo e o todo era eu ao mesmo tempo. Foi pouco tempo que isto durou, não mais do que o tempo em que você leu isto. Mas foi como deixar de existir por um momento, desaparecer e perceber que existe depois disto algo que rudimentarmente chamamos de consciência, por falta de uma palavra melhor. Talvez plenitude, talvez amplidão. Momento de deixar a ação e afogar meu espírito na contemplação.
A flor ali, eu observando a flor, a flor me observando, eu e a flor sumindo e sendo parte do mesmo todo. Plenitude apenas. São momentos indescritíveis que só a meditação pode trazer. Então achei meu centro, voltei a minha casa, me levantei e parti pra vida outra vez, agora recarregado e confiante.

sábado, 2 de novembro de 2013

Como consigo dar uma saidinha básica do corpo...


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Você se estica na cama ou no sofá e relaxa. Respira fundo e pausado. Respirações pelo nariz e expirações pela boca que lhe levantem e abaixem a região abdominal. uma, duas, tres, quatro, cinco, seis vezes. na sétima respiração você puxa bastante ar e segura, sem soltar o ar. conta até 10 , vagarosamente e quando soltar, voce empurra todo o ar que tiver nos pulmões para fora, e quando não puder mais empurrar o ar, tente empurrar mais um pouco. Ao mesmo tempo contraia todos os musculos do corpo, mãos, pés, pescoço, tudo o que conseguir, como se estivesse levando um choque de 220 volts. Dai finalmente você puxa o ar com vigor e relaxa tudo. respira constantemente e sem forçar agora. pensa em uma luz penetrando pela sua cabeça e se espalhando por todo o seu corpo, parte a parte. Por onde esta luz passa, ela cura as celulas e deixa tudo iluminado.Seu corpo vai ficando pesado e voce de repente sente uma sensação de estar inflando. voce não sente mais a cabeça, o pescoço, o tronco, a barriga, as pernas e os pes. O corpo está totalmente relaxado, pesado, pesado e você mergulha fundo, muito fundo. no entanto o corpo dorme, mas a mente está alerta. voce se ouve roncando até, o corpo dorme, a mente está alerta. dai voce imagina uma corda que vem do teto até sua mão. sem se mexer você puxa. finge na mente que tem mãos e se ve puxando-se pela corda até o teto. Olha para baixo e ve seu corpo dormindo, de boca aberta.Ri muito, acha engraçado se ver assim. você saiu da caixa, está livre, é só uma mente agora imaginando ter um corpo. Você pode voar por toda a casa a principio, atravessar paredes, visitar pessoas em outros paises num piscar de olhos. se é noite onde seu corpo está, não o é de onde você olha. Voce pode se programar, depois que se sentir seguro nesta aventura, para ajudar pessoas que acabaram de sofrer um acidente e morrer. Você poderá explicar a elas que nós somos um espirito que não morre quando o corpo morre.--amigo, voce morreu, mas não esquenta, só seu corpo morreu, voce está muito bem e vai ficar melhor ainda assim que se acalmar. Você pode se programar para ir a hospitais e passar energia para pessoas doentes. realmente agitar o mundo e fazer e acontecer enquanto dorme. Não é mágico isto? e o melhor de tudo é que não depende de voce acreditar em outras vidas ou não, não depende de voce ter uma religião ou não, voce sai de seu corpo toda a noite, apenas não tem consciencia disto. As vezes seu corpo astral fica dormindo perto do corpo fisico. as vezes você ve parentes mortos que falam contigo e você depois que acorda, entra numas de que foi sonho. Só que parecia tão real não é? O importante é que usemos esta oportunidade para crescer espiritualmente, sermos melhores como humanos e como espiritos que somos. Nos faz pensar que nada do mundo material que existe é tão importante que não possa ser deixado para tras. O que importa é o aprendizado que levamos daqui e o amor que concedemos e recebemos. Há meu amigo, as idéias que te deram de um deus bravo, barbudo e sentado num trono no céu são tão erradas como as das historias de lobo mau. Sabe, aquilo de que o lobo na verdade é um ser indefeso e predado pelo caçador e não o lobo malvado das historias. Então, a fonte de nós todos existe, a energia que criou todo este universo existe, mas não assim no formato que as pessoas querem dar. não em forma de homem...porque o homem criou deus a sua imagem e semelhança. Jesus não é o unico filho desta força, nós todos somos. ele só sabia de coisas que nós não nos abrimos para saber até hoje. Somos parte de tudo e temos deus dentro de nós. bom, não quero entrar em religião, mas a espiritualidade interconecta-se com a religião em vários pontos. Mas não confunda espiritualidade nem com espiritualismo nem com religiosidade. Não há coisa semelhante a pecado, punição, inferno, céu e estas trolhas todas que o homem inventou para passar o tempo das pessoas e vender um lugar no além. Não tem céu mas tem uma faixa de vida astral que é exatamente o céu dos crentes. Lá até uma forma-pensamento de Jesus aparece de vez enquando para dar um alô. as pessoas se iludem com as ruas de ouro e o grande portal de entrada da cidade da luz. Mas tem muito mais que isto, muito mais para quem ousar mandar este monte de besteiras que crentes e catolicos falam as favas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

QUANDO ME ABANDONEI

No inicio foi quase imperceptível. Eu me dizia que era a rotina, a correria do dia a dia, o excesso de trabalho. Deixei de fazer uma coisa aqui outra ali por mim.Só pensava nas contas, nas tarefas diárias, nos outros. Havia dias em que o trabalho apenas me permitia chegar em casa e me jogar no sofá e assistir aquelas imagens intermináveis e hipnotizantes até acabar meu tempo. Noutros eu tinha tanta coisa para resolver em casa que não sobrava tempo mais para nada. Só cuidava de mim no básico, que era tomar um banho e ir deitar, mesmo que para dormir algumas poucas horas. Com o tempo notei que meu corpo estava mudando e algumas doenças apareciam. Uma coceira aqui, uma dor numa junta, uma dor de cabeça. Tudo ´para mim tinha uma explicação simples como a mudança do tempo, o abaixar rápido demais. Jamais pensei em fazer exercícios diários. Para que isto afinal? Perda de tempo sem sentido. Quando me dei conta estava todo travado. Se levantava, ficava tonto, se sentava quase não conseguia me levantar. Já não sabia nem o que fazer quando tinha tempo vago. Então me lamentava da vida. Achava que havia sido abandonado pelos outros e que a vida era assim mesmo conforme envelhecíamos. Ficávamos secos, quebradiços e inflexíveis como galho caído de arvore. Vieram dias piores. Foram aqueles em que senti que alem de abandonar meu corpo me dando a berber álcool nas horas vagas e fumando muito até explodir os pulmões, também abandonei meu espirito. Sim, o abandonei como a uma criança jogada na rua. Eu o deixei sem esperança de me ter de volta como cuidador. O abandonei por não ter conversado com ele nos meus silêncios, por não ter perguntado a ele o que queria e o que o fazia feliz. Foi um abandono tão enorme e tanto que nem eu mesmo admitia. Era como o preconceito contra a raça negra. Ninguém admite, mas que existe, existe. E é velado, escondido, mascarado. É mais que abandono, é desprezo e não admissão da existência. Um espirito que veio para falar, cantar, se socializar, ser feliz, mas no entanto, seu dono nem admitia sequer falar com ele. E fiquei com raiva do mundo e de todos porque me vi naquele estado de abandono. Pensei novamente que os outros me haviam abandonado. Deixei de cuidar do corpo, dando-lhe o minimo básico. Deixei de cuidar do espirito, não dando-lhe nem água, nem comida. O choro interno era terrível que causava piedade em quem me via. Perguntavam o porque de tanta tristeza, mágoa e dor. Mas eu nem tinha resposta senão culpar o mundo. Perdi a mim mesmo, perdi minha mãe interna.Perdi meu lugar seguro dentro de mim. Perdi minha casa e me sentia desabrigado, mesmo tento um teto físico sobre minha cabeça. Foi quando comecei a busca por recuperação física. Achava que médicos iriam me curar das doenças que apareciam aos montes e sem parar. Os médicos nada podiam fazer. Não sabiam o que eu tinha ou davam remédios químicos que me deterioravam o fígado ou o estômago ou qualquer outra parte do corpo. Então comecei ler e pesquisar. Onde e como me curar de minhas doenças. Cuidar melhor do corpo, me alimentar melhor. Fazer exercícios físicos, tudo isto ajudava, era o que os manuais diziam. Mas como brecar o fluxo das doenças, de onde elas vinham? Porque ocorriam? Parti então para a leitura de livros e mais livros até encontrar alguns que diziam que as doenças vem de dentro, vem do espirito. Espirito doente, mente doente, corpo doente. Sarar requeria de mim o encontro comigo mesmo e o amadurecimento de meu espírito. Comecei a perceber que o maior vazio era o vazio de mim. A solitude não é a solidão. A solidão é um sentimento, a solitude é um estado. Posso estar só, mas estar muito feliz com a minha própria companhia. Posso estar rodeado de gente e me sentido solitário entre os homens.Quando me dei conta que me havia abandonado e toda vez que eu sentia abandono, passei a meditar, a pensar no bem, a me conectar com o divino que existe em todo o ser humano, passei a crer que nunca mais vou ficar sozinho se não quiser. Estarei sempre comigo e tentarei fazer de mim uma companhia tão agradável que poderei até pensar em ser uma boa companhia a outros. Por estar bem e irradiando alegria serei atrativo para pessoas do bem que me vão cada vez mais querer ver e ter minha companhia.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O medo o nada e o vazio.Uma viagem rumo ao inferno que existe dendro te nós..

O medo veio por último, olhando desconfiado para o vazio e para o nada. Por quanto tempo lhe seria permitido ficar por ali ele não sabia. Sabia porém que enquanto o vazio e o nada ali estivessem, mesmo em espirito, ali ele permaneceria instalado. Para que existisse era preciso que sua casa fosse assolada pela sensação do desconhecido, da cegueira de tudo. Não era preciso que fosse aquela cegueira escura, onde a escuridão deixa incerto o próximo passo do caminho. Podia ser também o branco, o claro tão claro que nada se podia ver. Muitos acham que o medo só está ali por causa da escuridão ou do trauma passado. Mas pense, por exemplo em no homem da estrada de damasco que teve sua visão ofuscada por uma luz intensa que não o deixava ver nada. Não era o escuro, mas o claro que o amedrontava. Simplesmente porque ambos são representantes de um próximo passo para o desconhecido. Da dependência de outrem. Da falta de aptidão para defender-se de um possível agressor. A sensação do nada também perpetua a existência do medo.O nada é o vazio da alma. Onde não sabemos o que fazer para preencher nossos dias com prazer. Se não vemos nada, será que o chão que sempre esteve a frente ainda está lá? será que o próximo passo leva ao abismo? Será que o sistema vai falhar? Será que as autoridades vão prender o ladrão que nos pode assaltar? Ou que a providencia divina vai me salvar? Ou que vou sair vivo do carro, trem metro ou ônibus? Quando temos a sensação do vazio de leis que nos amparam e enchemos as taças de nossas mentes com programas de tv que dizem que o mundo é cada vez mais perigoso estamos cultivando a semente do medo em nós. Quando Deixamos que os outros escolham, através da propaganda enfiada a pulso em nossas mentes pelos meios de comunicação, aquilo que vamos comprar, fazer ou viver, estamos semeando a semente do medo em nossos corações. Porque não há medo maior do que o de perdermos a nossa autonomia e o de que outros possam estar nos controlando. E quando nos vemos comprando algo desnecessário ou estupidamente supérfluo ou consumista, notamos que não estivemos no controle por alguns instantes e talvez, por um bom tempo não temos estado no controle de nossas ações. Compramos o branco mais branco, porque a marca é ótima, o mais saboroso dos temperos porque é feito com carinho, a pior das alimentações porque vem com um brinquedo junto. Repetimos este tipo de estupidez até nos darmos conta de que não somos nós ali, fazendo a decisão de consumir e de onde gastar nosso dinheiro. São os meios de comunicação que nos influenciam. O medo adora tudo isto. Confusão, cegueira, consumismo, descontrole, sentimento de vazio. E se instala e fica dentro de nós. Sempre dizendo desconfiado que algo ruim está para nos acontecer, temos que tomar cuidado. Dai vem junto outras patologias que se associam as nossas defesas contra os moinhos de vento. Doenças de pele, stress, pânico, gastrites e outras. Tudo porque esquecemos de nos conectar com a centelha divina que há em todos nós. Que é nosso cerne e nosso centro, que está no fato de nos reconhecermos a cada dia como somos e nos amarmos assim mesmo. Esta busca deve ser constante em todos nós. Quem somos, a que viemos e o que estamos fazendo com nosso tempo de vida. Se você ainda não começou esta busca sincera de sí mesmo, está mais do que na hora. Parece difícil, mas se você focar e se direcionar vai ver que é possível saber mais sobre você mesmo. Não desista, não perca o interesse por você mesmo. Pergunte-se: quem sou eu? Será que gostaria de estar fazendo exatamente isto que estou fazendo agora? se não, defina o que gostaria de estar fazendo agora e prossiga para este alvo. Viajar? A trabalho ou Lazer? Trabalhar num lugar legal? Com que e onde é este lugar e como? conhecer-se a si mesmo tira a sensação do vazio, do abandono de si mesmo. O pior abandono é este, o abandono de nós mesmos. Nossa mãe interna, aquela que nos acolhe quando estamos sucumbindo em tristeza e nos puxa para cima de novo para aquele lugar seguro que temos dentro de nós e para onde sempre poderemos voltar. Sem contar o abandono do nosso corpo, que muitos já fizeram ha muito tempo, deixando de se exercitar, de comer bem e portanto passando a tomar remédios que curam um ponto e detonam outro. Este mal já nos assola ha muitos anos não é? E o corpo sabe que foi abandonado e está a própria sorte. As substancias de proteção contra a tristeza e o estresse que o organismo libera num esporte qualquer já não são um recurso com o qual o corpo pode contar porque estamos cada vez mais adeptos do controle remoto e do automóvel. Agora, quando a alma, que já tem um corpo triste e sem grandes defesas, nota que temos também uma falha no sistema de acolhimento próprio. Que nos odiamos, que dizemos a nós e de nós mesmo palavras como : Estúpido, burro, imbecil etc... e não nos aceitamos porque afinal fazemos um monte de coisas inaceitáveis. Quando esta alma se dá conta disto, o que mais resta senão um grande sentimento de perda de morte, de vazio ensimesmado, de abandono. Muitos projetam este vazio no outro. O outro é culpado pelas minhas incapacidades e frustrações. Muitos querem a morte mesmo. Acham que já deu de viver. Mas isto é apenas o reflexo da doença causada por tanto abandono de nós mesmos, da nossa compaixão própria, da nossa missão, do nosso autoconhecimento. Espero ter ajudado alguém com este texto que é minha maneira de repassar as coisas que estou aprendendo. Me sinto grato e agradeço pelo conhecimento que me tem proporcionado esta busca de mim mesmo. Sou grato por toda esta manifestação de vida dentro de mim que me impele a cuidar bem de mim e me amar do jeito que eu sou me livrando da culpa, da mágoa, da raiva e de todos os sentimentos de baixa energia que me faziam mal.Eu escolho hoje e sempre ser feliz e saudável e manifestar em minha vida paz, saúde e prosperidade.